segunda-feira, 6 de março de 2017

A Grande Muralha.

A Grande Muralha.



Sinopse – No século XV, William (Matt Damon) e Tovar (Pedro Pascal) são dois mercenários em busca de “pó negro” (pólvora). Depois de escaparem do ataque de uma criatura misteriosa, eles se encontram, acidentalmente, aos pés da Grande Muralha. Lá, eles acabam aprisionados pelos guerreiros chineses, que estão na iminência de sofrerem um ataque. Reza a lenda que, a cada 60 anos, uma horda de monstros tenta transpassar a barreira, para se alimentar dos humanos que vivem do outro lado.


Trailer – 



Difícil ter alguém em alguma parte do mundo que não tenha ouvido falar da Grande Muralha da China. Está em livros de histórias, livros de ficção e filmes.

E é claro que nesse tipo de história há muitas lendas envolvidas. E é justamente uma dessas lendas (pesquise e irá encontrar muitas lendas na China) que é o tema deste filme que, embora seja todo chinês, tem personagens ocidentais e é falado parte em inglês e parte em chinês (ou mandarim, não conheço a língua, portanto, não sei como definir).



Dois aventureiros ocidentais, Willian e Tovar, estão com outros ocidentais na China, e o objetivo deles é encontrar algo que até então eles só tinham ouvido histórias: o pó negro.  Fugindo de bandoleiros, apenas Willian e Tovar escapam, se escondendo dentro de uma gruta, onde acabam encontrando uma coisa que não é deste mundo. Conseguem escapar, mas logo em seguida, ainda em fuga, deparam com uma enorme muralha e vários soldados chineses. Entre eles uma comandante, Lin.



Lá dentro eles tomam conhecimento que o que mataram na gruta aparece de 60 em 60 anos são uns monstros que querem destruir tudo o que tem pelo caminho. E o que impede essas criaturas é justamente essa Grande Muralha.

Dividido entre encontrar o pó negro e fugir com seu amigo Tovar e ficar e ajudar os chineses, Willian parece escolher o óbvio. Depois que mostrou seu valor como guerreiro, Willian tinha dois caminhos, ir ou ficar. Vocês devem estar imaginando o que ele decidiu (ou não).


É um filme clichê, mas em se tratando de um filme oriental, eu gostei bastante. Tem muita luta, os efeitos especiais são bons. O problema é que não ficou só no mercado oriental. Essa produção quis atravessar as muralhas (desculpe o trocadinho) da fronteira internacional, e para isso contratou o ator Matt Damon, o ator Pedro Pascal (que faz o Tovar) e até mesmo o conhecidíssimo Willen Dafoe, que interpreta um ocidental que está nas muralhas há 25 anos.

Como muitos filmes orientais, que focam mais as lendas chinesas, este também focou em uma dessas lendas, utilizando a Grande Muralha.

Há uma grande polêmica atual sobre o chamado Whiteshaving, que na tradução em termos de cinema seria embranquecer os personagens principais. Em se tratando de filme oriental é evidente que os personagens principais deveriam ser orientais. Mas acredito que ao menos foi bem introduzido na trama, não estava lá ao léu. Eles tinham o motivo de estarem lá na China. Agora, o fato e ser o herói. Bem, isso é evidente, senão não teriam contratado um ator de renome e que vende ingresso.

A despeito de toda essa polêmica, o filme foi bem feito, os efeitos foram bons e as lutas bem coreografadas.


Antonio Henrique Fernandes
Capitão deste Navio Errante



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por nos enviar uma mensagem!